sexta-feira, 5 de junho de 2009













Das águas que me escorrem
e me dormem entre as coxas
como náufragas (sem escanfandro).

São-me águas que me tocam
feito Iaras encantadas
de liras, alaúdes e queda d'águas.

Essas águas que me molham
são também de Neptuno-puto
um deus onipotente
que me suga até o sumo,
que seca e que me marca...

2 comentários:

  1. delicia de frescura e cândura estas palavras ;)
    beijo Momentos

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  2. Assim eu ficarei molhado...
    Teu Poeta, beijos

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