sexta-feira, 8 de maio de 2009













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Os invisíveis átomos do ar
em volta palpitam e inflamam-se,
o céu desfaz-se em raios de ouro,
a terra estremece em alvoroço.

Ouço flutuando em ondas de harmonias,
rumor de beijos e bater de asas;
minhas pálpebras fecham-se...
O que acontece?
Diz-me?

Silêncio! É o amor que passa!


Gustavo Adolfo Bécquer







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Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados
desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada
nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....

O amor é quando a gente mora um no outro.

Mário Quintana.
















Esse vício de ti...

Falo desse corpo
que me corrompe
um corpo que me encaixa
num desejo flutuante
que me prosta em asas e
plana feito gaivota...

Falo desse corpo
que me rendo de joelhos
e de quatro...
Passeando sobre teu dorso
tua barriga, tuas coxas e teus joelhos
Dilacera os veios e me corto
louca, doida e insana
quero colar consanguineamente
teu escarlate no meu vermelho
Marcar como papiro,
um lírio ou um Narciso
e derreter-me até o queixo
no molejo da boca nua
sentindo o cheiro desse vício
de achar que tudo é o teu umbigo...

Centro de vaidade que me atiça
nessa beleza linda e cheia de luxúria
um corpo, um rumo incerto, que me derruba,
me atropela e me extermina...

quinta-feira, 7 de maio de 2009












Boca ávida
de sucos e peles,
mãos cheias de poemas,
olhos de estrelas e luar :
aquarela
nas paredes do meu desejo
pronta para emoldurar.

quarta-feira, 6 de maio de 2009




Existem dias em que a pele arrepia...
o sangue ferve...
o toque queima...















Aqui onde o meu desejo impera não há distâncias, ânsias que me matem, ausências que eu não cure, prazer que não dure, corpo que não provoque, mão que não toque.
Eu poderia te dizer desta libido poética, fatal.
Mas eu prefiro o ataque não planejado, perfumado e incontido das minhas pernas, da minha língua.
Mas eu prefiro o ataque não planejado, destes que te deixam acuado, suado, que te encaixam assim, aqui. Destes, que te encaixam em mim.












Vivo de
um afago, um verso ou um traço
um resto desse teu corpo
ou um pedaço... uma réstia,
um sol ou um orgasmo...
- não sei se isso é melancolia
ou apenas uma triste melodia
talvez um lapso de mim...
um esquecimento... alento...
alento de uma noite em nostalgia
onde as nuvens enfeitam
e fazem amontoados de nimbos
- trovões em cimo no espaço -
chuva bandoleira lavando cios
- meu corpo em lamas e calafrios
procurando colchões em rios...
luva, mão, bolinação e êxtase escorrido
pelo meu rosto salgado de ilusão...
- desse silêncio ainda me molho
não seco, tão pouco escolho o manto
ou a colcha de retalhos...


















Inesquecivel

Inúmeras noites passadas juntos
A volupia de desejos a serem saciados
A vontade...
A imaginação
Ultrapassaram as barreiras
Criaram laços fortes
Tentação...
Loucura...
Delírios...
Não tem explicação
Tudo somado...
Vira um furacão dentro de ti
Vê meu nome
Olha minha foto
Lembras-te de minha voz
Fecha os olhos...
E estremece
A cada dia que passa
A certeza vem á tona
Meu corpo está tatuado em tuas lembranças
E tu
Como me disseste
Nunca mais me esquecerás
O que é bom...
Jamais apagamos!