domingo, 7 de junho de 2009













Aproximar-me dos quarenta só faz aumentar a leveza dos gestos, a intensidade do cheiro, os rastros que deixo nessa cama em que me deito. É provável que meus seios não se tornem maiores (gosto deles assim), mas melhores.
E que da minha pele não transpire suor, mas histórias.
Afinal, meu corpo é verso e meu desejo é sagrado.
A casa dos quarenta não me assusta, excita. Ela ainda tem quartos intocados, texturas não sentidas, lençois encomendados guardados no armário.
Ela ainda me trará muitas surpresas. E , ainda tem muitas maçãs para morder.

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