sexta-feira, 15 de maio de 2009













E quando penso em "tua", eu não me basto em ser apenas uma mulher que ocupa uma cama, a tua cama.
Eu me espalho em camisas, armários, ternos, esconderijos dessa casa.
Eu me acomodo em gavetas, ante-salas, corredores, jardins.
Eu me eternizo no ar, nos espelhos, nos pêlos, no que não sai, no que a água não remove, no que o tempo não dissolve.
Eu me revelo, sempre e a todo instante: com corpetes, cintas-ligas, cores fortes pra te seduzir.
Eu te proporciono viagens ao meu ventre, idas a lua, voltas no meu espaço interior.

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