sexta-feira, 15 de maio de 2009


















Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
(Camões)



Ele me veio de mansinho
cheio de mimos e de abraços.
Me deu flores e me deu beijos...
Me fez o carinho mais doce,
me envolveu e teceu a teia,
a malha nobre, e o consorte.
Sussurrou em linhos e alfazemas
desceu pelas minhas costas
em arrepios, lambeu-me em fios
Fez-me dele e nua grife
marca da carne de Afrodite...
Mulher me dei em sina e vício
colei insígnias nas minhas coxas
Do cheiro, senti o dele lisonjeiro
transpassando-me brejeiro
Folhas em desalinho
numa cama em cansaços...

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